Porcelanato

A história de um dos produtos mais utilizados na arquitetura contemporânea começou na Europa. Foi por volta da década de 1980 que o porcelanato surgiu em países como Itália e Espanha, quando ceramistas transformaram a maneira de produzir revestimentos.

Desde então o material expandiu para os mercados de diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil na década de 1990, sendo a empresa Eliane Revestimentos Cerâmicos a pioneira no país. Um fator que contribuiu para sua valorização foi o processo produtivo ecologicamente correto, que explora jazidas de maneira mais racional do que a técnica empregada na exploração de pedras naturais.

Hoje o Brasil conta com vários fabricantes que dominam a técnica de produção do porcelanato. Em lojas físicas ou virtuais das principais marcas, podemos encontrar peças de modelos simples quanto modelos que reproduzem madeira, concreto, mármore e outros materiais.

O produto é resultado da combinação de vários tipos de argilas e minerais que são combinados em proporções específicas e então atomizados passando por um processo de queima em altíssima temperatura que faz com que o material se torne muito mais resistente do que as cerâmicas tradicionais. Para se ter ideia, enquanto as cerâmicas comuns são compostas por dois a quatro tipos de argila, os porcelanatos podem utilizar entre sete e dez tipos.

Fabricação

O processo de fabricação do porcelanato envolve diferentes fases. Após a extração e maturação das matérias-primas, elas são estocadas dentro da fábrica, a seguir as matérias-primas são transportadas por correias até moinhos que, por meio da adição de água, transformam a argila em partículas bem pequenas. Esse processo de moagem gera um produto conhecido como barbotina, que nada mais é do que partículas de argila moídas diluídas na água adicionada. Após ser estocada em tanques, a barbotina é bombeada até um equipamento chamado atomizador. Este é responsável por retirar toda a água da barbotina e transformá-la em um pó bem fino, que é chamado de pó atomizado. Esse pó tem granulometria uniforme, significa que todas as partículas apresentam aproximadamente o mesmo tamanho e formato. O pó atomizado é transportado até a linha de produção e colocado em uma prensa para ser compactado. O pó então é submetido a uma pressão elevada específica para as dimensões e espessura de cada placa.

O resultado dessa prensagem é conhecido como bolacha (ou biscoito) cerâmica. Ao sair da prensa, a bolacha cerâmica passa pelo processo de secagem, que tem como objetivo eliminar o percentual necessário de água contida nos revestimentos cerâmicos conforme a especificação de cada revestimento para assim seguir para a próxima etapa do processo. Esta etapa se chama esmaltação e consiste em preparar a base cerâmica para receber duas camadas que são chamadas de engobe e esmalte. O engobe é uma camada intermediária aplicada com o objetivo de diminuir a diferença entre a base e a camada de esmalte e, assim, melhorar a qualidade do produto final.

O esmalte tem como objetivo decorar o revestimento, impermeabilizá-lo e determinar suas características superficiais, como textura, resistência ao desgaste, resistência ao ataque químico etc. Com a tecnologia da impressão digital, a decoração das peças pode ser muito mais elaborada e ter padrões realistas, como pode ser observado nas linhas amadeiradas, por exemplo. O produto segue então para o forno, onde é realizada a queima. A temperatura de queima é monitorada em toda a extensão e ultrapassa 1.200°C. Neste processo o produto passa por reações químicas que transformam o revestimento e conferem suas características finais, como sua absorção e resistência mecânica.

Após a queima, todos os produtos passam pela classificação, sendo maior objetico é identificar possíveis defeitos na superfície e nas dimensões dos produtos e separá-los. A classificação é feita por colaboradores e máquinas, dependendo de sua complexidade. No final dessa etapa os produtos são encaixotados, identificados, paletizados e estocados na expedição.
Por fim no controle de qualidade é monitorado todas as fases de fabricação, desde o controle da matéria-prima até o estoque do produto final. Sendo assim, são retiradas amostras de cada etapa que são inspecionadas para a obtenção de um controle estatístico da qualidade.
Os lotes de produção são liberados para expedição depois da aprovação do Controle de Qualidade dos Produtos Acabados.

A combinação das características técnicas dos porcelanatos (como alta resistência mecânica ao desgaste, ao ataque químico, baixa absorção de água faz dele um revestimento de alto rendimento, perfeito para ser utilizado tanto em áreas internas quanto externas.

Com uma variedade de cores, estampas e texturas apresentadas nas peças, o produto tem dimensões e modelos diferenciados. Os porcelanatos podem ter inspirações de outros materiais como a madeira: onde podem ser reproduzidos detalhes como nós, veios e cores; a argila: com tons sóbrios e terrosos com fundo avermelhado ou alaranjado; pedras naturais: que possuem muita beleza, e podem ser reproduzidos modelos com aparência de slates, basaltos, limestones; concreto: com tons neutros e urbanos (dos claros aos mais escuros) compõem as linhas que simulam o concreto, peças em marrom, bege, variações de cinza e até branco; mármore: o porcelanato marmorizado reproduz um dos materiais mais clássicos e elegantes da decoração em diferentes cores como bege, preto, marrom, branco e cinza, compor mármores multicores, com veios e padrões que se destacam da cor de fundo; metal: tanto os metais nobres quanto os materiais que passaram por processo de oxidação servem de inspiração para a criação de pastilhas, acessórios, peças de acabamento; sintético: as linhas que simulam materiais sintéticos oferecem ampla gama de cores e várias aplicações técnicas, as peças são criadas a partir de pigmentos e resinas para a obtenção de modelos com diferentes tonalidades.

O porcelanato extrafino é um tipo de peça com espessura reduzida, ou seja, sua espessura normalmente entre 3 e 6mm. O resultado são placas mais leves, que facilitam o processo de corte e assentamento, além de poderem ser assentados em paredes curvas, outro destaque são os porcelanatos em grandes formatos, que garantem aplicações uniformes, elegância e amplitude visual, como por exemplo peças com as seguintes dimensões: 90×90cm, 60×120cm, 60×180cm, 80×160cm, 120×120cm, 120×240cm, 120×250cm e 300×100cm.

O porcelanato pode ser também retificado, onde diferentemente das peças com bordas arredondadas, o produto é tratado após a etapa de queima, desta forma ele passa por mais uma etapa de produção, a retífica. Nessa etapa, lixas de vários tamanhos desgastam as bordas dos porcelanatos fazendo com que a variação dimensional entre as peças diminua significativamente. Isso faz com que as juntas de assentamento sejam menores e, consequentemente, as placas sejam assentadas mais próximas umas das outras.

O efeito proporciona economia de rejunte e garante uma superfície homogênea, sem divisões aparente

No mercado são encontradas duas classificações de porcelanato: técnico e esmaltado, sendo que para o esmaltado permite-se uma absorção de água até 0,5% e o técnico a absorção deve ser menor ou igual a 0,1%. A absorção de água é um fator determinante entender qual a aplicação mais adequada do produto. Ambos têm alta resistência mecânica, com a diferença de que o porcelanato técnico não recebe camada de esmalte em sua superfície.

Tanto o porcelanato técnico quanto o esmaltado podem ter diferentes acabamentos superficiais. No porcelanato polido as peças recebem um polimento mecânico que as torna lisas e brilhantes. Esse tipo de porcelanato recebe uma camada extra de proteção que faz com que ele fique com um brilho intenso, menos exposto a riscos e com uma textura lisa que facilita a limpeza.

Polimento

O polimento pode deixar o produto bastante escorregadio em contato com a água, por isso o ideal é usá-lo em locais secos, como salas, quartos e ambientes comerciais. O porcelanato polido faz parte do grupo de porcelanatos técnicos.

O porcelanato esmaltado tem como principal característica uma camada de esmalte aplicada sobre a peça, que pode ter diferentes tipos de acabamento como liso, brilhante, fosco ou áspero, é indicado para áreas úmidas, como banheiros, ou em áreas externas, próximas à piscina, pois ajuda a evitar acidentes.

Ao escolher esse tipo de porcelanato é importante considerar outra característica: o PEI, um índice que determina a resistência do material e varia entre 1 e 5. Portanto, quanto maior for esse índice, mais resistente é o revestimento.

De acordo com a variação do PEI, os porcelanatos podem ser mais ou menos adequados para cada ambiente, da seguinte forma: os porcelanatos esmaltados com PEI igual a 1 devem ser utilizados somente em paredes e em ambientes internos; os de classificação 2 e 3 podem ser utilizados em áreas internas; o material que contém a classificação 4 pode ser usado em locais com grande movimentação de pessoas; já o de PEI igual a 5 é indicado para qualquer ambiente, inclusive em áreas externas; quanto maior a dureza, maior a resistência ao desgaste.

O porcelanato esmaltado recebe uma espécie de esmalte em sua superfície e ela que define as características de cor e textura do material, além de oferecer a impermeabilização da peça.

O porcelanato tipo acetinado é o modelo que contém menos brilho e uma textura fosca. Por essa razão, é menos escorregadio e pode ser utilizado em todos os ambientes da casa.

Além disso, esse tipo de material é muito resistente, inclusive a riscos, sendo também indicado para áreas externas e locais com movimentação intensa de pessoas. O porcelanato acetinado também é classificado como porcelanato técnico, este não recebe nenhum tipo de polimento ou esmaltação, e por esse motivo tem uma textura mais áspera, aderente e sem brilho.

O porcelanato é um tipo de revestimento muito utilizado, por sua beleza, durabilidade e resistência, é uma alternativa a outros materiais como madeira, cerâmica, entre outros.

Independentemente do modelo escolhido, e tendo em vista que o porcelanato é um material com baixo poder de absorção, ou seja, resistente à água, é importante que ele seja assentado apenas com a argamassa indicada para porcelanato.

Além disso, deve ser observado o local de instalação, ambientes internos ou externos e o grau de umidade.

A escolha do rejunte também é de extrema importância, afinal, esses cuidados são essenciais para que o assentamento seja feito de forma correta e duradoura.

Como é possível perceber, existem diferentes tipos de porcelanato no mercado, cada um com características e qualidades diferenciadas. Portanto, ao fazer a escolha, avalie as especificações e indicações de cada um para garantir o melhor resultado.

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